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A forma como iniciamos e construímos relações afetivas transformou-se profundamente nas últimas duas décadas. As aplicações (Apps) de encontros digitais passaram de um fenómeno marginal a uma ferramenta central na vida relacional de milhões de pessoas. Para muitos, são um meio legítimo e eficaz de conhecer parceiros; para outros, uma fonte de frustração, ansiedade e sofrimento emocional. E, por isso, esta mudança levanta questões relevantes: que potencialidades oferecem estas plataformas? E que riscos podem acarretar para o bem-estar emocional e para a saúde mental?
O que as Apps podem oferecer, do ponto de vista psicológico (quando bem utilizadas):
A investigação mostra que relações iniciadas online não são intrinsecamente menos satisfatórias do que as iniciadas offline. O fator determinante não é o meio, mas a qualidade da interação, a capacidade de intimidade e o investimento emocional.
E quando a utilização se torna problemática?
O risco surge quando as Apps deixam de ser uma ferramenta e passam a ocupar uma função central na regulação emocional do indivíduo. A lógica de seleção rápida, comparação constante e validação imediata pode reforçar padrões psicológicos disfuncionais.
Alguns sinais de alerta clínico incluem:
Intimidade rápida, vínculos frágeis
A facilidade com que se inicia e termina um contacto nas Apps pode dificultar a tolerância à frustração e à ambiguidade, elementos essenciais para a construção de vínculos seguros. A prática clínica mostra que estas experiências podem reativar sentimentos de abandono e reforçar crenças negativas sobre si próprio ou sobre os outros.
Do ponto de vista psicoeducativo, recomendações para um uso mais saudável:
O papel da intervenção psicológica
Em contexto clínico, as Apps de encontros podem ser um ponto de entrada relevante para trabalhar temas como autoestima, padrões de apego/vinculação, medo da intimidade e regulação emocional. Mais do que desencorajar o uso, importa ajudar o indivíduo a compreender a função psicológica que estas plataformas desempenham na sua vida.
As aplicações de encontros não são, por si só, benéficas ou prejudiciais. O seu impacto depende do contexto emocional, das expectativas e da capacidade de autorreflexão de quem as utiliza. Promover literacia emocional e relacional é fundamental para que estas ferramentas sirvam a construção de relações mais conscientes, seguras e significativas — e não o contrário.
A equipa da Psiquiatria Positiva pode ajudar!
Fonte imagem: vecteezy.com

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